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Cracóvia revisitada: perspectivas renovadas

O dia de Shabat, 6 de Julho, sábado, em Cracóvia, na Polônia, se destinou a uma visita ao bairro judaico de Kazimierz. Desta vez pudemos conhecer mais a fundo os detalhes da vida da comunidade antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial, incluindo algumas sinagogas famosas como o Tempel, no qual rezamos no Cabalat Shabat, na noite anterior.

Esta visita se tornou menos penosa, por se tratar de Shabat, o dia do descanso e da alegria, em um bairro mais acolhedor e familiar, o que tornou a visita a Polônia em pouco mais de seis dias, algo menos triste. A sensação é de que a cada dia que passa, o grupo se torna mais coeso, unido, muito por conta das experiências vívidas e compartilhadas durante este período e, também, pelo espírito judaico, que desperta em cada um dos marchantes.

Isso se tornou claro, por exemplo, na conversa que tivemos com Cláudio Bobrow, diretor do Fundo Comunitário, que expôs diversos caminhos que a entidade tem a seguir e na qual, os jovens, podem se engajar, no Pós-Marcha. O principal ponto deste bate-papo foi a exposição dos três aspectos principais da comunidade perante o seu judaísmo: a tefilá (rezas), teshuvá (retorno a religião) e tsedacá (caridade).

E a tsedacá foi a razão mais importante da conversa, não apenas no sentido financeiro, mas também de como cada jovem pode se doar mais do que é o processo da Marcha da Vida, algo muito maior do que simplesmente o início, meio e fim da viagem em si. Mas, como nem tudo são flores, durante a visita, estivemos também no Gueto de Cracóvia, e, descobrimos algumas diferenças fundamentais entre este local e, outros semelhantes, vistados por exemplo, na cidade de Varsóvia.

Não haviam muitos judeus neste gueto, pois Cracóvia era a sede do Governo Geral. Sendo que estes prestavam serviços a comunidade local, como principalmente, profissões relacionadas a área de saúde e de serviços. A segunda diferença é que havia um lugar dentro do Gueto que não era judaico ou nazista, mas, uma farmácia pertencente a um polonês, que negociava com os alemães, para que sua loja permanecesse aberta.

Este cidadão acabou cumprindo a mitzvá da tsedacá, ao ajudar um cem número de pessoas, enviando cartas, documentos, pacotes para dentro e fora do gueto, arriscando sua própria sobrevivência para tanto, o que lhe rendeu, de forma não premeditada, o título de justo entre as nações. No final do dia estivemos no centro da Cidade Velha e, consequentemente, no encerramento desta estadia na Polônia, surgiu uma esperança renovada e diferente da qual começamos a nossa viagem há quase uma semana.

Ao desbravar os horrores ocorridos no Leste Europeu e, pensar também nas boas recordações e identificações, que teremos com Eretz Israel, começamos a compreendemos melhor todo o processo da viagem.

Por André Alyanak e Felipe Gier


Abril

  1. Tania Treiger
    7, julho, 2013 em 16:06 | #1

    Parabéns a todos que estão proporcionando essa vivência para esses milhoes de jovens.Agradeço muito por minha filha poder fazer parte desse grupo

  2. Mauro giersztajn
    7, julho, 2013 em 17:17 | #2

    Tenho certeza que jovens como vcs farão o judaísmo cada vez mais fortificado e as futuras geracoes poderão se orgulhar de suas raízes.

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